html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> Retalhos de Pensamentos e Sentimentos: outubro 2006

Retalhos de Pensamentos e Sentimentos

Um espaço de partilha, de reflexão sobre pensamentos e sentimentos que tem como finalidade o convite à catarse individual e eventualmente à evolução no sentido da construção de um brainstorming. Welcome All!

2006-10-31

One love, ONE LIFE
A lot of love from a lot of lifes.
De retalho em retalho ...

2006-10-29

savitcepsrep OU perspectivas

Situação 1
No outro dia quando entrámos num restaurante, várias pessoas de uma mesa direccionaram-nos o olhar mas como cumprimentaram a minha mãe nem me dei ao trabalho de focar muito as caras que pareciam relativamente familiares mas completamente fora de contexto, tendo me limitado a sorrir. Passados poucos segundos, confirmaram-me que a mesa era constituída por várias educadoras do Jardim Infantil que frequentei, estando inclusivé presente a minha educadora dos 4/5 anos (de todas as educadoras entre os 3 anos e o 4º ano, é a que teve um papel de menor destaque e ainda tem como factor coadjuvante da pouca influência que exerceu o facto de nos ter dito que o Pai Natal não existia ...).
Senti-me extremamente mal educada (não só vejo mal mas isso não sabem, como nem sequer me esforcei para observar - confesso) e engendrei um plano tendo como ponto de partida o meu não reconhecimento imediato. Mal iniciei a minha reflexão, percebi que a representação que construí, alimentei e que persistiu até aquele momento, assentava no factor envelhecimento e hoje sinto-as como novíssimas! Afinal a única que cresceu e envelheceu drasticamente fui eu!!!
Decidi aproximar-me da mesa e justificar que não as tinhas reconhecido na primeira abordagem porque, passo a citar: "estão todas muito mais novas".
Não exagerei, a sério que não.
Situação 2
Recordo com imensa precisão a minha frequência na natação, por volta dos meus 5 anos. O ausentar-me um pouco das aulas, a touca em tons de rosa e roxo e a piscina. Sim, é com orgulho que vos conto que aprendi a nadar numa piscina digna de um nadador profissional.
O tempo passou e recentemente apeteceu-me visitar aquele espaço e qual foi o meu espanto quando me apercebi que a tal piscina olímpica não passa de um tanquezeco. Naquele instante, neguei a possibilidade de ser a mesma pensado no quanto me custava executar a sua travessia.
A piscina é a mesma ... eu é que cresci enquanto que a sua representação ficou estagnada num tempo já distante.
As perspectivas, as representações ... o tempo, a experiência.
Nota:
Fotografia tirada na Ponte 25 de Abril e posteriormente trabalhada digitalmente.
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2006-10-27

Em Outubro temos o retorno de Março

O cansaço é tanto que quando constatei o facto de de se ter que atrasar os relógios em uma hora no domingo de modo a nos adaptarmos à dita hora de Inverno, exclamei em voz alta:
Que bom! Vou ter mais uma hora!

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2006-10-26

Vocês fazem-me acreditar

Após alguns meses de desencontro, com determinação marcámos com alguma antecendência uma data para o tão falado lanche de scones e chá.
Se nos debruçarmos sobre o ponto de vista cronológico, constáta-se que o nosso encontro ocorreu um dia após o seu pedido em casamento. Como o seu pai encontrava-se em viagem, R. decidiu aguardar mais uns dias para contar a grande novidade à sua família mas não se conteve e acabou por me confidenciar que tinha sido pedida em casamento no dia em que celebravam mais um ano de namoro.
Esta conjuntura, contribuíu para que eu fosse a primeira pessoa a tomar conhecimento desta sua nova fase.
Senti-me tão feliz por ela, por ele, por eles ... sim, também por ter sido a primeira!
Não posso deixar de considerar curioso o facto dela me ter relatado com imensa convicção a sua surpresa face à iniciativa do namorado; convém enumerar os factos: namoram há 9 anos e compraram casa há 2 meses.
Desde então, a minha caixa de email tem sido inundada com vestidos de noiva, convites, bolos e bouquets.
E assim dou entrada numa nova fase da minha vida:
ver os amigos a começarem a casar.
Nota:
Com a imagem escolhida não pretendia evocar somente um casamento, queria reforçar a ideia da aliança que o casal estabeleceu comigo ao partilharem o momento tão especial que estão a atravessar.
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2006-10-23

"Texuguices"

Confesso que quando A. partiu com destino a Barcelona, pelo período de 8 meses, com o intuito de estudar os comportamentos dos texugos (sim, porque texugos catalães devem ser bem diferentes dos de grândola;)), imaginei de imediato que iria ter a oportunidade de contar com uma grande amostragem para o seu estudo.
Hoje (dia em que voltei a ter computador) recebi um email de A., no qual descrevia detalhadamente o novo local de trabalho. Da leitura absorvente, destaco com enorme carinho a informação relativa à texugueira artificial, onde actualmente reside uma comunidade de TRÊS texugos (duas fêmeas bem acompanhadas por um macho ou será um macho bem acompanhado por duas fêmeas?).

Considero delicioso o facto de três texugos terem tido a capacidade de a persuadir a partir para uma cidade onde o povo e a sua língua ainda se apresentam enquanto entidades desconhecidas. Esses mesmos três texugos ainda a convenceram a embarcar num outro projecto, o mestrado.

Sendo tão poderosos e influentes, confesso também ter sido seduzida e incentivada a procurar informação sobre este animal, tendo para isso optado como fonte o Grupo Carnívora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa - http://carnivora.fc.ul.pt/home.htm (boa escolha, hein?):

É um carnívoro de tamanho médio cuja característica diagnosticante é a presença de duas listas negras que atravessam longitudinalmente a cabeça branca desde as orelhas até quase à ponta do focinho. Pensa-se que estas listas podem funcionar como coloração de aviso. A restante pelagem é grisalha, à excepção das extremidades que são pretas.

Estes animais vivem em complexos de tocas – texugueiras - que consistem numa rede de galerias subterrâneas com uma ou várias entradas. As tocas de texugo além de geralmente terem latrinas nas suas proximidades, apresentam grandes quantidades de terra nas entradas provenientes das escavações por eles efectuadas, e por vezes nas suas imediações é possível observar trilhos bem marcados.

Vive em grupos sociais (ou clans) que são constituídos por um número variável de machos, fêmeas e crias, podendo ter entre 6 a 25 indivíduos que geralmente defendem um território comum. De modo geral os grupos sociais possuem mais fêmeas do que machos. É um animal omnívoro e generalista alimentando-se de uma grande variedade de alimentos: insectos (larvas e adultos), frutos (bolotas, pêras, azeitonas, amoras, figos), minhocas, pequenos mamíferos, anfíbios, cereal, etc.


Crepuscular ou nocturno, durante o dia este carnívoro repousa em tocas por ele escavadas.Não Ameaçado, mas incluído no anexo III da convenção de Berna (inclui espécies cuja sobrevivência pode estar ameaçada se não se adoptarem especiais precauções).

Faço votos que encontrem o texugo que há em vós!

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2006-10-17

Curiosidades no mercado


Será que a satisfação mútua até então não correspondia a uma prioridade?
As diversas variedades de preservativos à venda no mercado, visavam proporcionar prazer a qual dos parceiros?
Essa satisfação mútua dada como garantida com a integração deste preservativo no acto sexual, destina-se a qualquer tipo de relação ou só heterossexual, a julgar pela fotografia?
Tomando conhecimento desta nova oferta, na altura de comprar estaremos a ser egoístas ao decidir por um dos preservativos convencionais?
E mais questões havia para colocar mas posso resumir tudo numa só:
Embora não sejam mútuamente exclusivas admito excluir do meu raciocínio a função de reprodução, para indagar qual o fim último das relações sexuais numa cultura dita ocidental?
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2006-10-15

Nos últimos dias e ontem em particular

Como referi no post anterior, tive que tomar uma decisão profissional que provocou vários re-ajustamentos, tendo necessitado para o efeito de colocar as minhas lentes de análise especial, revestidas de um material sensível que se chama auto-conhecimento e, assentes numa armação constituída por bom-senso e responsabilidade. Este conjunto permite correlacionar as motivações, capacidades, desejos e expectativas quando se foca a realidade, num movimento em que se dirige o olhar a um nível ligeiramente acima da linha do horizonte.
E assim foi.

Comecei por desmembrar cirúrgicamente a constelação do projecto para me centrar em níveis de análise inferior tendo que proceder num primeiro momento a um processo de aceitação que passou por:




As características do projecto iam quase que taxativamente ao encontro daquilo que tenho desejado para mim num futuro mais ou menos longínquo, daí que tenha sentido alguma dificuldade em assistir a uma antecipação da sua concretização não tendo para isso assumido e/ou desenvolvido directamente um papel activo de "correr atrás de" que é o rumo que vislumbro para mim; no fundo foi tudo muito inesperado, curiosamente ninguém sabia que me estava a ser proposto o futuro no presente.
Ontem, após alguns precedentes períodos onde predominaram níveis normais de ansiedade e agitação psicomotora, consegui levar a cabo duas coisas extremamente importantes para mim, num único comportamento: tomei e comuniquei a decisão aos visados sem antes ter consultado alguém próximo (não é que seja auto-suficiente mas sei melhor o que quero e o que posso dar neste momento).
Surpresa, foi o que todos encontraram.
Coerência, é o que eu encontro.
O facto de não ter aceite o papel que me havia sido atribuído não quer dizer que não me julgue capaz de o desenvolver, simplesmente desejo percorrer outros caminhos com o meu motor de 2.5 ae (annual experience). Acredito que com um motor de 3.0 ae, poderei retirar um maior rendimento, com menor consumo e, já com uma directriz mais consolidada e próxima do que poderia ser um gps de coordenação e dinâmica grupal.
Por agora, contento-me e disponibilizei-me a assumir um papel hierárquicamente inferior ao oferecido, no qual poderei crescer segundo o ritmo que parece ser mais adequado e congruente com todo o percurso e consequente desenvolvimento que têm sido apaixonadamente levados a cabo por mim.
Confesso que me sinto muito confortável com a decisão tomada, embora me incomode um pouco a incompreensão que sinto que paira no ar.
De retalho em retalho ...

2006-10-13

Mais ou mais do mesmo?

Num curto período de tempo, vi-me mergulhada em múltiplas solicitações e exigências de carácter grandioso que roçaram a sensação de esmagamento pessoal. Face a tanta informação, questionei e confrontei as minhas capacidades e competências ao deslocar exasperadamente os recursos cognitivos para a sua própria análise.
Com estranheza assumo o papel de promotora do processo de avaliação em que o sujeito é simultaneamente o seu próprio objecto e o receptor do resultado final, oscilando entre agente activo e passivo. Deverei desconfiar do seu potencial para o exame que se pretende ser rigoroso? Estarei a me afastar das questões centrais? Porque será que interrogo mais as minhas capacidades do que a sua aplicabilidade ao que me é exigido?
E o tempo vai passando ...
De retalho em retalho ...

2006-10-09

Vacaciones: cortas ...

Depois de umas curtas férias en una ciudad encantadora, acordei sobressaltada com o toque do despertador do telemóvel (ring ring ring, ring ring ring, riiiing, ring ring ring - reprodução do som. Agora é só imaginarem com uma voz feminina a cantá-lo), é extremamente raro visto costumar acordar sempre antes, tendo de imediato construído o seguinte pensamento:
Não me apetece ir à escola!
(o mais estranho é que adorava ir à escola, como já confidenciei aqui)
Num movimento de re-organização temporal, consciencializei-me de que efectivamente já não ando na escola nem tão pouco frequento a universidade e nesse momento exclamei:
Não vou para a escola, vou para o meu trabalho que é bem melhor do que tudo o resto.
E assim, enfrentei o novo dia com a sensação de ter renovado a minha energia por intermédio do pensamento e das expectativas de mais um estimulante dia.
Sim, tenho a certeza que adoro o que faço.
... pero muy agradables.
Gracias por la hospitalidad, dulce hermana!
De retalho em retalho ...
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