Evolução: uma base para reflexão
Esta imagem pertence ao postal que recebi hoje, enviado por uma das minhas melhores e mais antigas amigas (desde os nossos quatro anos) que é bióloga (vertente animais terrestres) e que se encontra no Uganda a frequentar um curto curso de verão.
Fixo-me na fotografia e deixo a fantasia correr ao ritmo de um pequeno ribeiro. Pensar que partilhamos entre 98 e 99,4% do património genético, faz-me imaginá-lo ainda mais próximo.
Preciso de lhe atribuir expressão emocional, de lhe dar um sentido.
Este chimpanzé, que me parece envelhecido consegue transmitir uma calma que imagino estar assente nos sábios anos de experiência. Não sei porquê mas imagino a sua morte próxima, estando a desfrutar do melhor que o seu habitat ainda tem, estando ciente que mais tarde ou mais cedo será alvo de uma cilada, perdendo o seu estatuto de macho dominante.
Sim, aprendi agora mesmo que o chimpanzé, de entre todos os primatas, é o único, para além do homem, capaz de matar o próprio semelhante por causa do poder.
Com olhar cabisbaixo, obrigo-me a integrar esta característica comportamental como indicador do muito que ainda teremos que percorrer no espectro da evolução...
Obrigada A.!
De retalho em retalho ...


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