Blog mais blog não há
Apresento os indicadores para a realização da auto-avaliação da dependência da blogosfera, segundo David Armano & Ann Handley (In Psicologia Actual, Agosto 2006):
1. Cinco minutos depois de conhecer alguém interessante pergunta-lhe: "Então, tem algum blogue?"
2. A sua hora de almoço tornou-se a sua "Hora de blogar". Guarda alguns posts na gaveta da sua secretária, não se vá dar o caso de necessitar deles durante o dia.
3. Pensa: "Posso parar quando quiser".
4. Trocou todos os seus amigos reais por amigos de blogue, porque, hum ... hum ... "Eles percebem".
5. Posta três ou quatro de seguida - apenas para se sentir culpado e vazio logo a seguir.
6. Possui "inveja de blogue" quando outro bloguer posta algo interessante antes de si. Sofre de "inveja de comentário", quando o dito post recebe mais de 40 comentários - o estúpido!
7. Vê tudo através da postmania - não pode ver um filme, ver uma peça de teatro ou um jogo, ler um artigo ou partilhar um momento especial com os seus filhos sem pensar que isso merece um post.
8. Bloga mentalmente quando está no trânsito, a conduzir ou no comboio, nalgumas ocasiões mesmo quando está no chuveiro.
9. O seu outro significativo suspeita que tem um caso com o seu blogue, mesmo quando estão a sós, dá consigo a pensar como é que estará o seu blogue.
10. Verifica o sitemeter do seu blog constantemente, por vezes levanta-se durante a noite para dar uma espreitadela. Quando blogar está fora de controlo, o blogar irá terminar como eu e você ...
Procedi à minha análise e constatei que o nº 8 já me aconteceu, na altura até dei conta desse facto no próprio post.
Em gesto de provocação e brincadeira deixo-vos uma imagem que poderia ser apelidade de: o cúmulo da bloguice, visto corresponder à imagem de um post inserida no respectivo.

De retalho em retalho ...

2 Comments:
At 4:26 p.m.,
Anónimo said…
Existirá mesmo quem troque amigos reais por "amigos de blog"...?!
A mim parece-me que ambos podem coexistir! :)
At 1:43 p.m.,
Retalhos said…
Concordo contigo e acho que nem têm mesmo nada a ver só que algumas pessoas devem ficar tão viciadas que acabam num grande isolamento social, deixando de sair com os outros amigos.
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