Até quando é que _______ ?
Custa-me compreender a razão subjacente aos cortes relacionais, sobretudo os que ocorrem em contexto de relações de amizade.
Qual o valor da relação?
Valerá a pena a que grandes amigos deixem de se falar com base numa situação mal entendida (referir-me a situações mal esclarecidas seria já um passo à frente na relação, implicaria pelo menos a tentativa de resolução/confronto), sendo rapidamente re-significada e integrada como "depois disto, acabou!".
Qual a importância que o outro tem na nossa vida?
Com o passar do tempo e a ausência de, a relação afundar-se-à numa separação pautada por uma maré de afastamentos (físico, emocional, etc, e até mesmo da própria causa da separação).
Valerá mesmo a pena _______ ou _______ ?
Recordo que há tempos contaram-me uma situação passada há mais de trinta anos, na qual uma senhora não convidou uma das suas amigas para estar presente num evento importante para a sua família; ao constatar que a sua presença não tinha sido equacionada, a não-convidada optou por a partir desse momento privar-se da relação (ao privar o outro, priva-se e vice-versa).
Estarei certo que ______ ?
Perante isto questiono a capacidade individual para avaliar paralelamente o orgulho próprio vs o valor da relação em causa. No fundo, na díade basta um sentir que vale a pena para tentar. Se a outra parte não for receptiva fica-se com a certeza de que se tentou e com a ideia de que talvez não valesse assim tanto a pena ...
Nota: Já me aproximei quando valia a pena; já nos afastei quando o outro se aproximou e achei que não valia a pena; já esperei porque senti que valeria a pena.
Reconheço a não existência de uma fórmula mágica, é importante avaliar o curso da relação; no entanto se tem dúvidas recomendo porque mais vale viver na relação (tudo muda ...) do que viver com a dúvida da relação.
De retalho em retalho ...

3 Comments:
At 1:25 p.m.,
Anónimo said…
Não sei explicar... mas acredito que é suposto ser, assim o será.
Amigos que o são na verdadeira acepção da palavra, acabam inevitavelmente (com maior ou menor esforço, seja no momento ou após algum tempo) por ultrapassar o conflito que gerou o distanciamento.
Se tal não acontecer... a percepção que tinhamos sobre a outra pessoa e o seu significado na nossa vida foi adulterado e perdeu valor. E o que nos resta são sentimentos como a desilusão ou conformação com o facto de as coisas, simplesmente, não serem mais como eram...
Ou tristeza (revolta... ressentimento) quando se verifica o caso inverso, por termos sido nós quem deixou de adicionar valor à vida da outra pessoa...
Acredito que se tiver que sobreviver, sobreviverá... mas acredito também que, mais do que querer, é preciso sentir a necessidade (de AMBAS as pessoas) de lutar pela relação.
At 9:11 p.m.,
Anónimo said…
Mas tantas vezes a vida leva-nos por caminhos que não sabemos onde vão dar.
Porque vamos por ali?
Porque não mudamos a direcção?
Simplesmente seguimos em frente, porque a vida não se faz de "se". O que escolhemos é o nosso destino e muitas vezes afectamos o destino dos outros!
Já deixei de lutar por algumas amizades e arrependo-me... mas é tarde, o tempo não volta atrás! Se é importante para vocês, esqueçam o orgulho, esqueçam o ressentimento, nenhum pequeno detalhe estraga uma grande amizade... só o nosso ego!
At 10:14 p.m.,
Retalhos said…
Blued & Nuno,
Primeiro que tudo, obrigada pela presença no meu blog. Agradeço igualmente o vosso testemunho que tão bem complementou o meu. Espero que em conjunto possamos contribuir para alguma mudança em quem nos ler ...
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